segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Bolsa Acadêmica

Formar-se em uma universidade americana por si só já é um grande diferencial no currículo. E, sendo bom aluno então, tudo fica mais fácil e barato através do Programa Acadêmico de Bolsas de Estudo, oferecido pela CI, em parceria com a International Doorway to Education & Athletics (IDEA).
O IDEA é uma organização dos EUA, especializada no recrutamento e colocação de alunos internacionais em universidades norte-americanas desde 1997. Milhares de jovens de todas as partes do mundo participam do programa. E muitos outros estudantes já se graduaram por meio das bolsas acadêmicas com até 50% de desconto, incluindo alimentação e acomodação. Não perca tempo! Planeje agora seu estudo na terra do Tio Sam, pois as ofertas de bolsa são limitadas!

Quem pode participar?

Os pré requisitos para ter uma bosa acadêmica são:
  • Estudantes recém-formados ou do último ano do Ensino Médio
  • Universitários (pode transferir os créditos de sua graduação no Brasil ou até ser recém-formados que querem fazer mestrado)
  • Boa saúde física e mental
  • Estar de acordo com as condições gerais do programa e apresentar documentação completa
  • Comprovante de renda
Além disso, no ato da matrícula na instituição, o estudante aprovado precisará apresentar comprovantes financeiros para o pagamento da universidade e das despesas ao longo do período de estudo.

Quais são os cursos?

Os cursos oferecidos são em diversas áreas. É possível obter o cobiçado Bachelor´s Degree (diploma de bacharel) em quase todos os cursos, entre eles:
  • Marketing
  • Administração
  • Relações Internacionais
  • Tecnologia da Informação
  • Turismo
  • Design de Moda
Entre vários outros. Consulte-nos para saber sobre o curso de preferência!
A maioria dos programas permite considerável flexibilidade na escolha de grupos de disciplinas obrigatórias. Você poderá cursar nos dois primeiros anos matérias como literatura, ciências humanas, ciências puras, ciências exatas, história, entre outras. Do terceiro ano em diante, você escolherá um campo de estudos, chamado de Major, que é a área de especialização desejada: química, antropologia, engenharia, matemática, entre outras opções.
Para a formação acadêmica, é necessário obter um número de créditos específicos. Em geral, os cursos são em horário integral.

Gênios dão dicas para entrar na faculdade

Prestar vestibular é um tormento. Certo? Nem sempre. Para Gustavo Braga (foto ao lado), 17 anos, de São José dos Campos, foi moleza. Ele passou em Medicina na USP e também foi aprovado na Universidade Harvard, nos Estados Unidos (lá o esquema para entrar é diferente, confira abaixo), onde estudou Barack Obama e outras importantes personalidades mundiais.
O garoto ainda não decidiu qual vai cursar, pois aguarda cinco instituições do Exterior: MIT (Massachusetts Institute of Technology), Yale, Princeton, Stanford e Caltech (California Institute of Technology). Mesmo assim, começou a frequentar as aulas na USP. "Não gosto de ficar parado, além disso, já quero sentir o clima da faculdade."
Gustavo acredita que se deu bem por sempre participar de Olimpíadas de Física, Matemática, Neurociência, Astronomia, Biologia, entre outras. "As competições têm nível alto e ajudaram", diz o aluno, que lê livros avançados desde o sexto ano.
Após ganhar as competições regionais, descobriu que existem disputas estaduais, nacionais e internacionais. Resultado: garantiu vaga para competir pelo Brasil. Nessa brincadeira, visitou o Azerbaijão, Croácia, China, Polônia, Portugal e Tailândia. "Conheci muitas culturas diferentes". De cada lugar,trouxe medalhas de ouro, prata ou bronze. "Tenho mais de 50, sendo sete internacionais."
DICAS VALIOSAS
Quais os segredos de Gustavo? "Além de seguir rotina, é preciso estudar por prazer, não por obrigação. Senão, fica chato e difícil de aprender." Isso não quer dizer que não rola momentos de descontração."No fim de semana sempre saí com pais e amigos." Ele também nunca abriu mão de suas séries favoritas: House Law and Order.
Currículo é essencial - A disputa por vagas em universidades dos Estados Unidos é diferente. Lá os alunos fazem duas provas. A primeira é parecida com o Enem e a segunda aborda temas específicos, escolhidos pelo candidato. "Tem de ir bem, mas é importante ter bom currículo. Eles gostam de quem se diferencia em outras áreas também", explica Gustavo, que se destacou por praticar esportes. Ele ganhou prata na competição estadual de natação em 2008.
Junto do currículo, o estudante manda o histórico escolar e uma carta com a declaração de dois professores indicando o aluno e falando sobre habilidades e características pessoais. Por último, tem de fazer entrevista pessoalmente com o responsável pela universidade ou como Gustavo, que fez por Skype. Toda a conversa é em inglês. O garoto está ansioso para estudar fora, mas vai voltar ao Brasil ao completar o estudo e especialização. "Quero ajudar a sociedade com o conhecimento que adquirir."
É preciso prestar atenção na aula - Luiz Guilherme Piagentini (ao lado), 17 anos, de Santo André, prestou vestibular em seis faculdades diferentes e passou em todas. Entre elas, a Universidade de São Paulo, Unesp e Universidade Federal do ABC. Nesta semana, começou as aulas de Direito na USP e pretende ser diplomata um dia. O garoto acredita que se deu bem nas provas porque dedicou muito do seu tempo ao estudo. Cursou período integral durante o Ensino Médio. Quando chegava em casa tinha o hábito de relembrar o que aprendeu no dia. O fim de semana também era dedicado ao aprendizado. Fazia parte de um grupo focado em vestibular. "Não adianta estudar só no último ano, tem de ser com calma e com qualidade."

Aline Gabriela Barbosa Perez (ao lado), 16, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, também teve sucesso, mas com a prova do Enem. A garota deveria ir para o último ano do colegial, mas atingiu pontuação suficiente para cursar a faculdade. Após autorização da justiça, matriculou-se na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul no curso de Zootecnia. Para ela, a preparação tem de ser na sala de aula. "Eu não passava a tarde toda estudando, apenas prestava atenção no que o professor ensinava e fazia as lições."

10 dicas para você organizar seu dia de estudo

- Você deve dormir entre sete e oito horas todos os dias. Descansar é muito importante!
- Seu local de estudo deve ser limpo e bem iluminado. Ah, e sem nada que possa distrai-la.
- Desligue os aparelhos eletrônicos quando estiver estudando: tablets, celular, TV e rádio.
- Divida seu dia em mais de uma matéria, para não cansar.
- Você deve estudar 40 minutos fazendo revisão do que foi dado em aula e 20 minutos lendo e tentando conhecer o próximo assunto da sua apostila ou livro.
- A cada 1 hora de estudo, descanse 15 minutos, mas nada de dormir, ou você pode perder a hora. Aproveite para comer alguma coisa leve (barrinhas, iogurtes ou frutas) e fazer alongamentos.
- Antes de começar a estudar, reserve uma horinha para ler jornais e revistas. Manter-se em dia com as notícias faz bem e atualidades sempre caem no vestibular.
- Juntando as horas de preparo em casa/cursinho, você deve se estudar 9 horas todos os dias!
- Veja em quais horários você se sente mais disposta para estudar (manhã, tarde ou noite). Cada pessoa é diferente, e escolher a hora certa a ajuda a ter mais disposição.
- Aproveite os domingos, feriados e férias. Descansar a mente ajuda a desestressar e dá energia!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Como se calcula a "idade humana" de um cão?

É comum ouvir que devemos multiplicar por sete os anos de vida dos cães para termos ideia de sua idade humana. Mas será que isso é verdade?
Raças maiores e menores
Os cães são a espécie de mamíferos mais diversa do planeta. Podem variar em peso - de 3 kg a 90 kg - na idade adulta, em tipos de corpo e em pelos. Isso significa também que há grandes variações de expectativa de vida entre as raças. E, curiosamente, cachorros pequenos tendem a viver mais do que os grandes. "A correlação estatística entre expectativa de vida e tamanho costuma ser positiva - gorilas, elefantes e baleias vivem muito mais do que roedores, por exemplo", diz Daniel Promislow, professor de genética da Universidade da Geórgia (EUA).
Por que, então, cães são uma exceção? Promislow tem uma teoria: "A doença que tem a maior correlação com o tamanho (do animal) é o câncer", diz.
Sendo assim, como o risco de câncer aumenta com a idade, e cães maiores têm até 50% de risco de morrerem dessa doença, as raças maiores geralmente têm vida mais curta do que as menores (nas quais as chances de morrer de câncer caem para 10%). Isso acontece mesmo se levarmos em conta que as raças menores atingem a maturidade mais cedo. "Ao chegar à vida adulta, os cachorros menores vivem mais", diz Kate Creevy, professora também da Universidade da Geórgia. Em outras palavras, a juventude dos cães pequenos é curta, mas sua vida adulta é longa.
Os cachorros maiores, no entanto, levam até 2 anos para a maturidade do esqueleto e, depois, podem viver menos, entre quatro e cinco anos em alguns casos. O buldogue, por exemplo, vive em média até os seis anos, enquanto um border terrier tende a viver uma média de 14 anos.
Mais velho que um humano
Então, veja que curioso, na conversão em "idade humana" um cão pequeno é mais velho do que um grande aos 2 anos, porém mais novo aos 5 anos. "Isso não acontece com nenhum outro animal", diz Creevy. "É possível que, ao criarmos cães com tamanhos tão diversos, tenhamos 'desmascarado' esse fenômeno da idade".
Ninguém sabe explicar a origem da teoria da multiplicação por sete - ou, pelo menos, ninguém reivindica responsabilidade por ela. A ideia começou a aparecer em livros de matemática dos anos 1960, pedindo para que crianças calculassem a idade canina nessa proporção de 1 para 7.
Mesmo assim, a estimativa não é ruim para a espécie canina como um todo. Se levarmos em conta as diferentes taxas de envelhecimento no início da vida do cão e a diferença entre as expectativas de vida, uma estimativa mais precisa seria de seis anos caninos para um ano humano. No entanto, se olharmos os dois extremos veremos que um buldogue terá em média 13 anos para cada ano humano, enquanto um mini Dachshund terá quatro para um.
E quanto à minha cadelinha Meg? Ela não tinha 135 anos ao morrer, mas 109, indicam os cálculos. Uma velhinha em termos humanos, mas não tanto. Acho que ela ficaria satisfeita em saber.
Calcule a idade de seu cão
NOS DOIS PRIMEIROS ANOS:
Cães pequenosCães médiosCães grandes
12,5 anos para cada ano humano10,5 anos para cada ano humano9 anos para cada ano humano
PARA TRÊS ANOS OU MAIS:
Cães pequenosCães médiosCães grandes
Mini Dachshund 4,32
Border Terrier 4,47
Lhasa Apso 4,49
Shih Tzu 4,78
Whippet médio 5,30
Chihuahua 4,87
West Highland Terrier branco 4,96
Beagle 5,20
Mini Schnauzer 5,46
Spaniel (Cocker) 5,55
Cavalier King Charles 5,77
Pug 5.95
Buldogue francês 7,65

Spaniel 5,46
Retriever (Labrador) 5,74
Golden Retriever 5,74
Staffordshire Bull Terrier 5,33
Buldogue 13,42
Pastor alemão 7,84
Boxer 8,90

Por que os beagles são usados em pesquisas de medicamentos?

A resposta, segundo a professora de farmacologia e toxicologia veterinária da Universidade de São Paulo (USP) Silvana Gorniak está na padronização genética dos beagles. "Para testar a eficácia de um medicamento não se pode pegar um animal gordo, outro magro, um grande, outro pequeno. Com cacarcterísticas diferentes, as respostas também seriam diferentes. Então precisa-se ter um padrão igual para não ter variável", explica a pesquisadora.
Segundo ela, os beagles têm esse padrão porque correspondem a uma raça muito antiga, que já se fez o mapeamento genético.  "O cruzamento é feito de maneira racional, controlada. Eles são geneticamente iguais", afirma a especialista, que também é representante do Conselho Federal de Medicina Veterinária. Silvana diz que também conta na decisão de usar os beagles o porte dos animais – são cachorros pequenos – e a característica de serem dóceis.
Sobre a utilização de cachorros – em vez de camundongos, por exemplo – ela explica que em alguns casos se faz necessário por apresentarem fisiologia mais próxima do ser humano. "Quando o medicamento vai ser usado por muito tempo, como oncológico (para tratar o câncer), ou anti-aids, o teste em cachorros é preciso para preservar a saúde do ser humano", afirma ao ressaltar que os testes em ratos, ou apenas em culturas de laboratório, podem não ser tão eficientes.
Ela ainda explica que qualquer pesquisa com animais precisa passar pela avaliação doConselho Nacional de Experimentação Animal (Consea), ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Entre as exigências do conselho estão que as pesquisas não causem nenhum tipo de maus-tratos aos animais e que seja formado um comitê dentro de cada local de teste, composto por um veterinário, um biológo, um pesquisador e um representante de ONG de proteção animal. Cada teste passa, necessariamente, pela supervisão deste comitê.


(sou totalmente contra!!!)

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Constituição de 1967

Logo que os militares assumiram o poder no Brasil através de um Golpe de Estado, medidas foram tomadas para que o exercício do regime que estabeleciam fosse viabilizado através de aparatos legais. A Constituição de 1967 foi uma das medidas do novo governo, a qual reuniu todos os outros decretos do regime militar iniciado em 1964.
O respaldo jurídico utilizado pelos militares no exercício da nova forma de governo aplicada no Brasil se deu através dos famosos Atos Institucionais. Nos primeiros anos com os militares no comando do país foram eles que determinaram as novas leis e as condições para que a oposição não conseguisse se organizar e oferecer ameaça ao novo sistema. Já no ano de 1964 foi publicado o Ato Institucional Número Um, que a princípio não recebia determinação numérica, pois acreditavam que seria o suficiente para controlar as movimentações da oposição. O tempo mostrou que não, e os Atos Institucionais foram se somando e ficando cada vez mais autoritários e opressores.
O Congresso Nacional foi transformado então em Assembléia Nacional Constituinte e teve os membros da oposição afastados, os militares pressionaram para que uma nova Carta Constitucional fosse elaborada para definitivamente legalizar o Golpe Militar de 1964.
Em 1966, no dia 6 de dezembro, ficou pronto um projeto de constituição que foi redigido por Carlos Medeiros Silva, Ministro da Justiça, e por Francisco Campos. O tal projeto foi criticado pela oposição, como era de se esperar, mas também por alguns membros do próprio partido do governo, a ARENA. O impasse foi resolvido através do Ato Institucional Número Quatro (AI-4), no dia 7 de dezembro, que convocou o Congresso Nacional para debater e votar a nova Constituição entre 12 de dezembro de 1966 e 24 de janeiro de 1967. O AI-4 determinou a função de poder constituinte originário, o qual é “ilimitado e soberano”, ao Congresso Nacional. A formulação de uma nova Constituição para o Brasil prosseguiu, já que a Constituição de 1946 não era julgada mais como compatível para a nova fase pela qual o país passava.
Enquanto a nova Constituição era debatida no Congresso Nacional, o governo tinha o poder de legislar através de Decretos-Lei para comandar a segurança nacional, a administração e as finanças do Estado. Para elaborar o texto da nova Carta Constituinte foram contratados por encomenda do presidente Castelo Branco juristas nos quais o regime militar depositava confiança, entre eles estavam: Levi Carneiro, Miguel Seabra Fagundes, Orosimbo Nonato eTemístocles Brandão Cavalcanti. O texto incorporava medidas já estabelecidas pelos Atos institucionais e por Atos Complementares utilizados no regime militar.
No dia 24 de janeiro de 1967 foi votada a nova Constituição que, aprovada, entrou em vigor no dia 15 de março de 1967 estabelecendo a Lei de Segurança Nacional.
A sexta constituição brasileira institucionalizou o regime militar, deixando o Poder Executivo em posição soberana em relação aos outros poderes e transformando-os junto com a população brasileira em meros espectadores das medidas tomadas pelos militares. Como foi debatida e votada pela Assembléia Nacional Constituinte, a Constituição de 1967, muito embora tenha sido amplamente elaborada de acordo com os interesses de quem estava no poder, pode ser considerada uma Carta Constituinte semi-outorgada. Desta forma, os militares garantiam a imagem na política internacional de um país de certo modo democrático, mas a prática mostraria que o regime estabelecido no Brasil se tratava mesmo de uma ditadura.
No ano de 1969 a Constituição de 1967 sofreu algumas alterações por causa do afastamento do presidente Costa e Silva que passava por problemas de saúde. A Junta Militar que assumiu o poder em seu lugar baixou a Emenda Nº 1 acrescentando o Ato Institucional Número Cinco e permitindo o poder da Junta Militar, mesmo havendo um vice-presidente.
A Constituição de 1967 vigorou durante o restante do regime militar como órgão máximo da antidemocracia. Só foi substituída em 1988, quando a ditadura já havia acabado.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Medicina



Áreas de atuação



- Saúde pública 
- Medicina do trabalho 
- Dermatologia 
- Cardiologia 
- Oncologia 
- Pediatria 
- Ginecologia e obstetrícia 
- Radiologia 
- Pneumologia 
- Geriatria 
- Endocrinologia 
- Ortopedia 
- Angiologia 
- Cirurgia plástica 
- Infectologia 




2. ENSINO
Número de faculdades181
Melhores cursosUniversidade Estadual de Maringá (PR), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Botucatu - SP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ)
Vagas disponíveis por ano16.468
Duração do curso6 anos
Candidatos542.007
Candidatos/vaga32,91
Formandos por ano12.982


3. ESTÁGIO

Estágio obrigatório?    


Sim. Existem duas modalidades: internato e residência. 

Quem recruta estagiários    


- O internato é realizado nos próprios hospitais universitários, mantidos pelas instituições de ensino,  ou em hospitais conveniados com as faculdades. 
- A residência médica é feita em hospitais-escolas credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica. 

Melhor época do ano para procurar estágio    


Normalmente, as inscrições para os programas de residência médica são realizadas entre setembro e outubro e as provas no final do ano, para iniciar as atividades no início do ano seguinte. Eventualmente, há programas que começam no início do segundo semestre. 

Momento ideal para iniciar estágio    


- O internato é feito durante o quinto e o sexto ano de graduação. 
- A residência médica, após concluir a graduação. 

Atividades do estágio    


Tanto no internato quanto na residência médica os alunos e  os profissionais têm de cumprir um programa preestabelecido, concluindo os ciclos de formação. Assim, por exemplo, é comum que um residente em neurocirurgia precise passar um período em cirurgia geral. Os residentes também fazem o primeiro atendimento ao paciente. 

Particularidades do estágio  


- O aluno de Medicina é obrigado a fazer, no quinto e no sexto ano da graduação, o internato, que corresponde ao estágio nas outras profissões. 
- Após se formar, o médico que desejar se especializar deve fazer residência médica na área escolhida. A residência médica possui status de curso de pós-graduação (especialização). Dura de dois a cinco anos. Para ingressar na residência, é preciso ser aprovado em um exame. Ao concluir a residência médica, o profissional tem título de especialista. 
- Os médicos que não fazem residência podem atuar como clínicos gerais e acabam assumindo funções de plantonistas ou fazem atendimento em ambulatório. 


TOPO

4. MERCADO

Profissionais no mercado    


311 mil 

Exigências para atuar na profissão  


- Ter cursado  Medicina. 
- Estar registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM). 
- A residência médica garante ao profissional o direito de obter imediatamente junto aos Conselhos Regionais de Medicina o título de especialista – o que não ocorre com quem faz especialização em instituições não credenciadas pela Comissão Nacional de Residência Médica. 

Regulamentação 


Não há 


Ganho inicial (média mensal)  


R$ 2,3 mil, valor da bolsa de residente por 60 horas semanais. 

Ganho escalão intermediário (média mensal)  


Cerca de R$ 6,5 mil por uma jornada média de 62 horas semanais. 

Ganho no auge (média mensal)    


De R$ 12 mil a R$ 18 mil. Mas há uma pequena parcela dos médicos que cobra o quanto quer e pode ter ganhos 
muito altos. 

Atividades do início de carreira


- Administração: atividades técnicas relacionadas ao planejamento e à implementação de ações e políticas 
de saúde. 
- Serviço público: atendimento em Unidades Básicas de Saúde, postos de saúde, serviços de pronto-socorro, ambulatórios de especialidades. 
- Atendimento privado: consultório particular. 

Evolução da profissão  


As funções de atendimento no serviço público e no privado não mudam muito ao longo do tempo, mas o profissional acumula experiência, destreza e habilidade. Na área administrativa, o médico pode assumir funções de coordenação e diretoria. 


Auge da carreira    


Muito variável. Depende da especialidade e do ramo de atuação. 


Dicas     


A atualização por meio da leitura de revistas especializadas e participação em congressos também contribuem para a qualificação profissional.

Uma história de sucesso

"Antes de fazer Medicina, cursei dois anos de Engenharia na Unicamp. O interesse por essa área veio por influência da família (tinha um tio que era médico) e porque, durante o período em que estudei Engenharia, morei em um pensionato com alunos de Medicina. Quando fiz a escolha, não tinha plena convicção de que era a profissão que queria realmente, pois já tinha errado na escolha uma vez. 

Depois de formado, fiz residência em otorrinolaringologia na Unicamp. Então, ganhei uma bolsa para a Universidade do Texas, em Houston, onde me especializei em cirurgia de cabeça e pescoço. Nessa época, também fiz estágio em Nova York. 

Quando voltei ao Brasil, fui contratado pelo Hospital de Clínicas da Unicamp. Na universidade, segui carreira acadêmica, em paralelo com o trabalho em clinicas particulares. Fiz mestrado e doutorado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 

Mestrado e doutorado não são essenciais para que um médico desempenhe bem o seu trabalho, embora sua experiência pessoal no mundo acadêmico (dando aulas, desenvolvendo pesquisas, fazendo intercâmbio com outros pesquisadores e profissionais) seja bastante gratificante e abra muitas portas. 

Quem quer seguir a carreira de médico não deve se deixar levar apenas pelo desejo de ganhar bem. A remuneração não é o essencial nesta profissão e, muitas vezes, ela é decorrência da postura do profissional e de uma boa formação. 

A situação do médico no Brasil é diferente da de países como Alemanha, Estados Unidos, onde ele é extremamente valorizado. Aqui, ainda existe uma aura em torno da Medicina, mas a realidade profissional é muito mais difícil. A estabilidade financeira demora e é preciso estudar a vida toda para desempenhar bem seu trabalho".